Tabela de Literatura



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10 de Junho: LUTO da Humanidade

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, e também um feriado nacional de Portugal.

Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses.


Elisabeth Bishop, que viveu no Brasil, assim comentou sobre um poema ("No Meio do Caminho") de Carlos Drummond de Andrade:

"The poem is simplicity itself. I choose to think that it symbolizes an
event that altered the course of the poet's life, but that's just me."

In the Middle of the Road

In the middle of the road there was a stone
there was a stone in the middle of the road
there was a stone
in the middle of the road there was a stone.

Never should I forget this event
in the life of my fatigued retinas.
Never should I forget that in the middle of the road
there was a stone
there was a stone in the middle of the road
in the middle of the road there was a stone.


Resultados das Enquetes do blog



Em que a marca do Gênio CAMÕES se faz presente e o deixou imortal? Empate (34% cada): 1. O espírito aventureiro humano de "Os Lusíadas". 2. A habilidade poética inigualável de toda a sua obra.

O que mais entristeceria hoje CAMÕES? Mais votada: A banalização do amor; só com ele "tereis o entendimento de meus versos". (42%)

Qual o mais belo verso já escrito? Mais votada: "Amor é fogo que arde sem se ver" (CAMÕES). (67 votos, 65%).

O que mais lembra o nome "CAMÕES"? Mais votada: "Os Lusíadas", maior produção literária já realizada. (67%)

O nome CAMÕES é mais inspirador por quê? Mais votada: Aceitar o Amor, embora seja "fogo que arde sem se ver". (51,25%)

Em que CAMÕES mais exemplifica o ser humano atual? Mais votada: A busca da compreensão do sentimento amoroso. (60%)

Quem mais se aproximou da genialidade de CAMÕES? Mais votada: Machado de Assis, por investigar a fundo a psicologia humana. (48%)

Manuel Bandeira reverenciou o Bardo dos bardos


A CAMÕES

Quando n'alma pesar de tua raça
A névoa da apagada e vil tristeza,
Busque ela sempre a glória que não passa,
Em teu poema de heroísmo e de beleza.

Gênio purificado na desgraça,
Tu resumiste em ti toda a grandeza:
Poeta e soldado... Em ti brilhou sem jaça
O amor da grande pátria portuguesa.

E enquanto o fero canto ecoar na mente
Da estirpe que em perigos sublimados
Plantou a cruz em cada continente,

Não morrerá, sem poetas nem soldados,
A língua em que cantaste rudemente
As armas e os barões assinalados.

Trovadorismo

O Trovadorismo floresceu em Provença, região metropolitana da França, no século XI, e perdurou até o século XIV. Foi um grande centro irradiador da atividade lírica, dado o luxo e o fausto nas Cortes dos senhores feudais. Nesse período houve o fim do Império Romano do Ocidente e o início da Idade Média com o domínio de grandes propriedades rurais denominadas feudos, composta por proprietários das antigas aristocracias. A Igreja romana ganha expressão cultural e se posiciona como mediadora da explicação do mundo criando a concepção do Teocentrismo no qual Deus é representado como o centro do Universo e determinando que os bens espirituais estavam acima dos bens materiais. Além disso, aconteceram as Cruzadas, tendo Lisboa como porto mais próximo com destino a Jerusalém, que tinham entre os seus seguidores os chamados poetas jograis, que introduziram em Portugal a moda poética dos cantares de amor.
A poesia trovadoresca, com acompanhamento musical, foi à maior expressão do lirismo europeu medieval em que expressava o espírito cavalheiresco no qual fundia os valores aristocráticos com os valores religiosos da época, embora o ambiente mostrado pelas cantigas de amigo fosse muitas vezes rural e provinciano. As novelas de cavalaria também apresentavam essas características, sendo compostas por narrativas em prosa que celebravam os grandes feitos dos cavaleiros, como exemplo, os cavaleiros da Távola Redonda do rei Artur. Além disso, o sentimento amoroso foi tratado como o cerne da vida pelos trovadores e jograis refletindo o comportamento da corte feudal. Esse tipo de amor ficou conhecido como “amor cortês”, típico das cantigas de amor. Com o tempo, o culto à mulher passa a ser sublimado na forma de um amor platônico, ou seja, inatingível. Havia ainda as cantigas satíricas, d'escárnio e de maldizer. O movimento literário inicia-se em 1198 (ou 1189) com Cantiga da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós, talvez dedicada a Maria Pais Ribeiro, e termina, quando Fernão Lopes é nomeado cronista-mor da Torre do Tombo, por D. Duarte em 1434, dando início ao Humanismo.

Vídeo

O aluno Guilherme Cardoso, blog do Dexter, fez uma compilação de meus vídeos presentes no YouTube.
Vejam: http://www.youtube.com/watch?v=d1PKu8fXLBY

http://www.nanclares.com.br/dexter/archives/731

Abraço e bons estudos.

Vinícius de Morais na América do Sul


Nova obra sobre o nosso querido poetinha.

Os argentinos possuem uma relação de intensa admiração por Vinícius de Moraes, umhabitué da cidade de Buenos Aires durante uma década  partir de 1968. No entanto, mais do que um visitante, o poeta é praticamente considerado um ‘portenho honorário’. Não é à toa que “Nuestro Vinícius” (Nosso Vinícius) foi o título escolhido pela especialista em literatura e empreendedora cultural Liana Wenner para relatar a presença de Vinícius em terras portenhas.
“Cresci ouvindo na casa de meus pais um velho long play do show de ‘La Fusa’. Achava fascinante essa forma de expressar a alegria e a liberdade que vocês brasileiros possuem”, explica ao Estado a autora do livro, Liana Wenner, especialista em literatura e empreendedora cultural, enquanto beberica um café no bar “Duero”, na esquina da avenida Santa Fe e Pueyrredón (a poucos quarteirões onde estava “La Fusa”, o extinto café-concert que durante um decênio foi o templo da bossa nova em Buenos Aires).
O livro, da editora Sudamericana, será lançado oficialmente nesta quinta-feira em meio a uma festa com muita bossa nova e homenagens ao poetinha por parte dos amigos que teve na capital argentina há quatro décadas.

José Saramago


"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia." (José Saramago, deixou-nos em 18 de junho de 2010)